O Casal
Por ana
Nossa história começou lá em 2016, de um jeito bem moderno: pelo Tinder, aquele aplicativo famoso que todo mundo conhece.
Mas, curiosamente, naquele ano não rolou nada além de algumas conversas. Seguimos caminhos separados, mesmo fazendo a mesma faculdade, a UFTM. Mal sabíamos que a vida ainda tinha planos bem maiores para nós dois…
Em 2018, no nosso penúltimo ano de faculdade e em plena época de Copa do Mundo, a história resolveu engrenar de vez. Depois de muita insistência do Matheus (e bota insistência nisso, rs), tivemos nosso primeiro encontro. E foi ali que me deparei com alguém que me surpreendeu profundamente: um homem de coração gigante, valores lindos e um jeito leve de enxergar a vida.
No dia 29/09, fomos a uma festa — separados. Para “melhorar”, ele estava sem celular. Passei a festa inteira procurando por ele, já com o coração inquieto. Até que, no fim da noite, o encontrei no bar, pegando um copo de cerveja. Meu coração disparou… e, naquele mesmo dia, ficou claro para nós dois que queríamos ficar juntos.
Pouco tempo depois, em 10/11, a república onde ele morava faria o tradicional churrasco dos pais. E lá veio o convite: “Você quer ir?”.
Mas como assim conhecer os pais se a gente ainda nem namorava?
Mesmo morrendo de vergonha, eu fui. Conheci os pais dele, tudo fluiu naturalmente, e ali já dava para sentir que algo especial estava sendo construído. No dia 24/11/18, fui oficialmente pedida em namoro — e desde então, nunca mais nos desgrudamos.
Em agosto de 2019, veio o primeiro grande desafio: cada um foi para um estado diferente por causa do estágio da faculdade. Matheus foi para Araraquara (SP) e eu para Itumbiara (GO), separados por 500 km. Começava ali nossa saga de viagens, despedidas, saudades, reencontros e muito choro.
Depois, Matheus mudou para São Paulo capital e eu para Ipameri (GO), aumentando a distância para 750 km. Mais tarde, eu voltei para Itumbiara e ele foi para Batatais (SP), diminuindo um pouco a distância para 400 km.
No fim de 2024, pedi desligamento da empresa em Itumbiara e fui para Batatais morar com o Matheus. Foram apenas dois meses, infelizmente, pois surgiu uma oportunidade de trabalho em Uberaba-MG, onde estou atualmente. Hoje, estamos a “apenas” 150 km de distância.
Ao longo desses 7 anos, acumulamos histórias, aprendizados e muitos quilômetros: viagens de carro, ônibus, avião… mas sempre com a certeza de que todo esforço valeria a pena.
E então veio o dia 29 de janeiro de 2025. Um dia que ficará marcado para sempre. Sem que eu desconfiasse de nada, Matheus me pediu em casamento em um chalé que alugamos em Damolândia – GO (off: ninguém sabe onde fica essa cidade, hahaha). Foi simples, intenso, emocionante e totalmente a nossa cara.
por matheus
Quem diria que, dos corredores do UFTM, nasceria o primeiro capítulo da nossa história? A Ana Paula sequer acredita que eu já a notava naquela época; eu vivia na esperança de encontrá-la em alguma festa e, finalmente, ter a chance de uma aproximação. No entanto, o destino preferiu a tecnologia para o nosso primeiro bate-papo. Talvez a falta de "calor" do ambiente digital tenha feito com que demorássemos a tirar o nosso primeiro encontro do papel.
Na república, todos sabiam que o Matheus queria sair com a Ana. Ela ainda duvida disso, mas a verdade é que sempre surgia uma "desculpa" para o encontro não acontecer. Seria o destino aguardando o nosso amadurecimento? Provavelmente. Afinal, não podia falhar: já estava escrito que seríamos nós dois.
Quando as tentativas frustradas cansaram, veio a decisão: “É a última vez que tento sair com ela; se ela não topar, eu desisto”. E não é que ela topou? E ele? Fez o que sabe de melhor: ficou tomando uma cerveja até quase a hora do encontro, se atrasou e ainda conseguiu perder a chave. Algumas manias persistem, né? (risos). Mas, após aquele dia, nunca mais paramos de nos falar — salvo breves intervalos, porque, afinal, faz parte do processo.
O que era apenas o prazer de estar junto virou um desejo de "para sempre". Em um show da banda Melim, embalados por “Ouvi Dizer”, entendemos que já éramos um casal. Mas, claro, no ritmo do Matheus, o pedido oficial de namoro só veio em 24 de novembro de 2019.
O destino nos uniu, mas a vida profissional (o tal do CLT) fez questão de nos testar com a distância: Itumbiara – Araraquara (500 km), Ipameri – São Paulo (750 km), Itumbiara – Batatais (400 km) e Uberaba – Batatais (150 km). Só que o trabalho não sabia que nada disso enfraqueceria o nosso compromisso. Pelo contrário: a distância nos tornou mais fortes e capazes de respeitar o espaço um do outro todos os dias. Como diz a música que marcou nossa história:
“O errado se acerta
O quebrado conserta
E assim tudo muda mesmo sem mudar
A paz se multiplicou
Que bom que você chegou pra somar”